“VALORIZAÇÃO DA VIDA” FALAR É A MELHOR SOLUÇÃO.

enviado por 87 em 14/09/2020 14:21

“VALORIZAÇÃO DA VIDA” FALAR É A MELHOR SOLUÇÃO.

Neste mês de setembro, a Rádio Comunitária a Voz do Povo de Quilombo, pretende focar e apontar a relevância de se discutir o tema SUICÍDIO. E para abordar o assunto, o programa Momento Livre, fará ao longo da programação diversas entrevistas, falando das causas, dos sinais de que uma pessoa está prestes a tirar a própria vida. O objetivo é divulgar informação a respeito desta questão. Muitas pessoas passam por situações difíceis e por não terem coragem de conversar com amigos e familiares, ou por não terem condições de consultar um profissional, se calam, e em relação a saúde, o silêncio nunca é a melhor opção.

Hoje 12 de setembro, vamos conversar com a psicóloga - Rosevani Zattera, representante da Clínica Simetria, onde atende em seu Consultório Psicológico.

 

Tiago - Bom dia Rosevani, seja bem vinda ao estúdio da RC 87,9 é um prazer recebê-la em nossos estúdios. Convido para que comente um pouco sobre você, sua formação, seu trabalho.

 

Rosevani  -  Bom dia Tiago, bom dia a todos os ouvintes da Rádio Comunitária a Voz do Povo, localizada em nosso querido e belo município, que é Quilombo. Cabe aqui meu agradecimento à diretoria e aos colaboradores da rádio, pelo convite e pela confiança em meu trabalho. Meu nome é Rosevani Jaqueline Zattera, sou Psicóloga, minha formação aconteceu em dezembro de 2017, estamos caminhando para 3 anos de formação. Sou formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FACISA, Celer Faculdades, de Xaxim. E falando um pouco sobre meu campo de trabalho, durante os 5 anos de formação, sempre tive a certeza que meu objetivo profissional era abrir meu próprio consultório, isso se concretizou ainda mais pelas experiências que tive a partir dos estágios e dos trabalhos, até porque, por mais que os locais possuam finalidades diferentes, seja no CAPS, APAE, Unidade de Saúde, escola, a escuta se faz necessária e extremamente importante em todos os lugares, tanto é que já dizia o pai da Psicanalise, o grandioso Sigmund Freud: ¨The talking cure – a cura pela fala.¨ Atualmente atendo em consultório particular, localizado na Av. Primo Alberto Bodanese, nº 1055, e torna-se importante salientar que a clínica psicológica sempre foi o assunto que fez os olhos brilharem, sempre tive esse amor e desejo em dedicar-me a fazer de fato, o que me faz bem, que é acolher através da escuta, levando em conta a importância de dar ouvidos à saúde mental que, nos dias de hoje, mais do que nunca, merece cuidado e atenção redobrados.

Tiago - Muito bem, partindo da ideia do slogan “falar é a melhor solução” e considerando que (segundo a OMS) o suicídio é, hoje, a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil. Entre os homens nesta faixa etária, é o terceiro motivo mais comum; entre as mulheres, o oitavo.

Rosevani - Pois bem Tiago, partindo das estatísticas, e não de achismos, temos em mãos, provas de que calar-se, não é e nunca será a melhor escolha. Todos nós enfrentamos obstáculos particulares, sempre foi assim, a diferença é que nos dias de hoje o sujeito está mais aberto a procurar apoio, comparado à anos atrás, no tempo de nossos avós, por exemplo, onde tudo era visto de uma forma diferente e muitas vezes, a mente e os conflitos da mente eram tratados à grosso modo, como era o caso dos manicômios, que não cabe aqui entrar no assunto, mas creio que todos possuam a breve noção de que, não chegava nem perto, de um tratamento. Então, foi criada uma certa resistência, que nos dias de hoje ainda se faz presente, mas em menor escala. Por isso ainda se torna tão difícil procurar apoio, ainda precisamos quebrar a resistência em pensar que, umas boas palavras, não possam, de fato, curar. E porque o suicídio afeta em sua grande maioria os jovens, e os homens? Por que são as classes mais resistentes, os jovens pelo fato de sentir vergonha, ou jamais imaginar que aquela dor no estômago é causada por um conflito psíquico, que as brigas com o namorado não é culpa minha, mas sim dele, é ele que precisa de ajuda. E a questão dos homens, é nítido o fato de que não é tão comum a gente ver um homem desabafando com o amigo, chorando no ombro de uma pessoa de confiança, pedindo ajuda, isso porque entram questões fixas da sociedade, que homem deve ser forte como uma rocha, que homem não pode chorar, ou que homem é um ser super evoluído que jamais pode pedir ajuda, pura ilusão, não é mesmo? Mas também, não podemos generalizar, e precisamos aqui, parabenizar os jovens e os homens que passam por cima de todos esses tabus criados pela sociedade, e se permitem ir em busca desse apoio, a fim de ressignificar seus conflitos. E que vocês, pessoas corajosas e donas de si, possam servir de exemplo para toda classe que também enfrenta dificuldades psicológicas e, muitas vezes pensam em suicídio, mas não buscam apoio por medo do que o outro vai pensar, vergonha, ou orgulho.

Tiago - O mês de setembro é marcado com a cor amarela. Isso quer de alguma forma chamar a atenção pública. Fale aos ouvintes, como podemos perceber comportamento suicida em familiares, amigos, colegas?

Rosevani - Bom, antes de mais nada, precisamos entender que o suicídio não se relaciona a pessoas com depressão, pois nem todo suicida é depressivo, isso porque, crises depressivas podem acontecer em todas as pessoas, e a qualquer momento, ou seja, o sujeito que comete suicídio não é somente aquele passa por uma crise depressiva e em consequência, decide tirar a própria vida. O que precisamos ter em mente, é que, se o sujeito já possui seu copo de água cheio, a próxima gota o fará transbordar, utilizo desta metáfora para que entendamos que o que importa não é o último acontecimento difícil que aquele sujeito vivenciou, mas sim, todos os acontecimentos difíceis que por toda vida, ele precisou passar. Assim podemos pensar no suicida que deixa uma carta trazendo o motivo do ato, na carta pode constar desavenças familiares, separação, culpabilização, alegam inutilidade, frustração perante objetivos de vida, e entre tantos outros fatores, porém, se olharmos a fundo, perceberemos que todos os motivos se voltam a um emaranhado de acontecimentos, e não apenas um só. Então precisamos nos atentar perante as desmotivações frequentes, os objetivos falhados que podem entristecer e ir acumulando pensamentos ruins, outro ponto importante, é perceber a apatia no sujeito, pra quem não sabe, um sujeito apático é aquele que se sente indiferente em relação às situações, parece que nunca se importa com nada ou nunca faz questão de nada, quando o sujeito é apático em excesso, pode ser um sinal de problema, é aquela típica pessoa que quando perguntamos: qual seu propósito na vida profissional, familiar, pessoal, e ela precisa pensar muito e mesmo assim responde com um não sei, falta conhecer o amor, de todas as formas, falta sentido para sua vida. O sujeito que se isola em seu mundo ilusório, um mundo que ele desejava que existisse, mas por vários fatores, não é o que acontece, o sujeito que criou uma visão negativa em relação ao seu futuro, que não sente mais desejo em realizar sonhos antigos, e também, aqueles que verbalizam o desejo da morte constantemente, mas cabe aqui distinguir um fato, existem duas verbalizações, as verbalizações para chantagear, e as verbalizações para alertar. Então, quando o sujeito diz que irá se suicidar caso seu pai não dê o novo celular que está no mercado, isso é chantagem e em 99,9% das vezes, ele já utilizou dessa fala pra conseguir outras coisas que de fato ele conseguiu, então isso seria assunto pra outro patamar. O que cabe aqui é pensar nas verbalizações sem esperança, que deixam nítida a desmotivação, os típicos ¨queria dormir e não acordar mais, sou um peso na vida dos outros, ninguém sentiria minhas falta, não aguento mais... e por aí vai. São estes alguns sinais que podemos perceber em um sujeito com desejo suicida e que grita, mesmo sem falar, por ajuda.

Tiago -  Estudos do ministério da Saúde apontaram que o risco de suicídio é reduzido em 14% em municípios com a presença de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)."A política de saúde mental é um fator de proteção". Que outras alternativas podem contribuir para evitar que uma pessoa optar por tirar sua própria vida? Por exemplo ligar para o 180 CVV – Centro de Valorização da Vida 

Rosivani - São inúmeras as formas de apoio existentes em nosso meio e que, muitas vezes, não nos damos conta ou não conhecemos. Mas uma forma de prevenção e que todos conhecem, é a conversa, falar sobre, colocar pra fora o que incomoda, o que tira o sono, o que entristece. A gente deve procurar uma pessoa de confiança, que nos dê ouvidos sem julgamentos, essa pessoa irá te dar o apoio necessário para que você busque por profissionais competentes, e estes profissionais estão em todos os lugares, então o que precisamos fazer é realmente criar coragem para ir em busca. Eu sempre costumo falar que não somos obrigados a colocar pra fora nossas angustias com um profissional que não sinta confiança, isso é de direito do sujeito escolher, então se você não se sentiu à vontade conversando com o profissional da Unidade de Saúde, procura outro, existem os CAPS, CRAS, CREAS, enfim, em todos os lugares onde houver um profissional de Psicologia trabalhando, deve haver o desejo do mesmo sobre cuidar e acolher todo e qualquer paciente. E se você está passando por momentos difíceis e não quer ir até um serviço público, existem as clínicas de psicologia que atendem de forma particular e, se for o caso, também não irão negar um tempo de conversa caso seja necessário e o sujeito se sinta disposto a trabalhar as angústias.

Tiago – Suicídios de adolescentes: como entender os motivos e lidar com o fato que preocupa pais e educadores.

Rosivani - Bom, os inúmeros motivos talvez nunca saibamos, mas entender, acontece aos poucos. Isso porque precisamos passar pelas fases do luto a partir de uma perda, quando perdemos uma pessoa próxima, precisamos enfrentar as cinco fases do luto para talvez, sairmos ilesos dessa falta, as fases são: negação, raiva, barganha, depressão, e a aceitação, ou seja, é extremamente necessário vivenciar as fases do luto para que entendamos os motivos, mesmo não aceitando completamente, então de nada adianta a gente tentar tapar os conflitos, porque enfrentando e vivenciando cada um deles, é que conseguiremos ir em busca dessa aceitação. Outro ponto importante a ser destacado, é o fato de que, o sujeito suicida é um sujeito corajoso, e ao contrário do que muitos pensam, nunca existiu fraqueza, isso porque uma pessoa fraca não teria coragem para colocar em prática tal ato, então precisamos parar de dizer que estamos dispostos a curar suas fraquezas, se continuarmos pensando assim, estaríamos apenas dando mais um motivo para o ato final, o sujeito que deseja se suicidar se sente fraco, mas ele não é, e ele prova isso quando coloca em prática seu desejo, sim, desejo, porque ele deseja tirar aquele fardo que carrega em suas costas, e ele irá em busca desse desejo, por isso cabe a nós, buscar lidar de uma forma mais acolhedora, em vez de nos atentarmos a procurar motivos, culpas ou culpados.

Tiago - Para aqueles que perderam alguém, é comum o relato das dificuldades para encontrar uma "justificativa" para o ato. Os familiares também apontam que não é fácil identificar transtornos e sinais, até mesmo com ajuda profissional. O que é possível fazer, para auxiliar na prevenção de um suicídio?

Rosivani - Se eu pudesse dar um conselho, eu diria que são tempos difíceis para os sonhadores, para os amantes da vida, até porque, quando perdemos alguém, parece que nada faz sentido, e que a única saída é partir também. Mas, precisamos evitar certas atividades, evitar situações que tendem a nos deixar mais desanimados, desmotivados, ou incrédulos do nosso propósito na Terra. Sendo assim, quando falamos em prevenção, devemos ter consciência da importância dos profissionais para o apoio necessário, aqui entram os Psicólogos, os Psiquiatras, os Assistentes Sociais, enfim, aquele profissional de confiança sabe? Da Unidade de Saúde que você frequenta, pode ser da mais diversa área de atuação, mas esse profissional, quando disposto a ouvir e contribuir, irá encaminhar o sujeito para os devidos cuidados, por isso insisto, não precisa ir de cara no psicólogo, entrar em uma terapia sem o real desejo, porque se não houver desejo, não vai haver tratamento, então busque conversar com quem confia, com quem já lhe ajudou em outros momentos, para que após isso, quando não houver resistência, o psicólogo possa contribuir. Aos pais, paciência, a revolta do seu filho pode não ser birra, pode não ser pura revolta, talvez falte uma conversa que acolha, uma escuta sem julgamentos, um apoio que talvez seu filho não encontrou nos amigos. Também podemos incentivar o sujeito a fazer coisas que ele gosta, atividades de lazer que tragam prazer, e por mais que essa pessoa não deseje, não queira sair do quarto, não queira sair da frente da TV, precisamos insistir, porque se a gente desistir de ajudar, também estaremos desistindo de dar vida àquela pessoa, sendo que não é isso que ela deseja, quem procura a morte, no fundo, procura a morte da dor, procura novos motivos para desejar viver, porém, também deseja o apoio de quem ama.

Tiago - O suicídio de uma pessoa em uma escola (...) pode atingir outra pessoa que já está vulnerável e propensa a se matar”. Como lidar com essa situação?

Rosivani - Existem muitas pessoas que podem sim, pela comoção, questionar a ideia de fazer o mesmo, porém, não cabe generalizar, o suicídio não acontece por cópia, mas como foi falado, por acontecimentos conflituosos que o sujeito teve que enfrentar durante toda sua vida. Vivenciar uma morte tão de perto, as vezes do colega, do amigo próximo não é fácil, mas o sujeito só irá realizar o ato, se existirem outras questões por detrás que estão deixando ele abalado e desamparado. A dica que eu dou aos professores, é que busquem além de amparar a família da vítima, repassar as informações que a família permitir. Quando uma noticia de morte é repassada, deve-se levar em conta a veracidade dos fatos a serem repassados e a importância de não dizer determinados detalhes, por mais que eles possam saber de outros modos. Outra dica para amenizar a gravidade das coisas, é os educadores fazer o reconhecimento dos colegas e amigos mais abalados com o acontecimento, encaminhando-o imediatamente para o Psicólogo escolar ou o acesso mais próximo à esse profissional. Muitas vezes, até mesmo as rodas de conversa contribuem para isolar a ideia de tentar suicídio, então se é da possibilidade da escola, chama um psicólogo, a cada quinze dias ou uma vez por mês, para conversar com os alunos sobre questões tão delicadas e que, por excesso de convivência, quando o educador tenta falar, surgem as piadinhas, muitas vezes precisa vir um profissional de fora, para que os alunos entendam e percebam que certas mudanças precisam acontecer.

Tiago - Você concorda que vivendo a era da pandemia, tornam-se maiores as chances de cometer suicídio? E como a mente poderá trabalhar para não gerar conflitos psicológicos?

Rosivani - Claro que sim, estamos vivendo como se fossemos uma bomba, a qualquer momento podemos estourar, alguns mais ou outros menos, mas são tempos difíceis para todos nós. Esses tempos difíceis podem colocar à prova nossa saúde mental, e o fato de estarmos isolados, dificulta o bom funcionamento da nossa psique, que precisa ser abastecida diariamente de coisas boas e pensamentos bons. Por isso ressalto a importância de dar a devida atenção aos conflitos psíquicos para que não possamos daqui a pouco, desenvolver algum pensamento suicida ou conviver com alguém que pensa sobre. A pandemia veio para nos mostrar que não temos o controle de tudo, e nunca teremos, sendo assim, deixar-se enlouquecer não é o caminho ideal. Então é hora de nos ajudarmos, para que não desenvolvamos conflitos de gravidade ainda maior, e também para contribuirmos na resolução dos conflitos das pessoas próximas, das pessoas que amamos e que não desejamos perder. É importante atarefar a mente com coisas das quais a gente sinta prazer em fazer, se te faz bem ler um livro, leia, se te faz bem fazer exercícios, faça, independente da forma que utiliza, o que vale é praticarmos o que nos faz bem, o que não traz pensamentos negativos. Cabe lembrar que quando falamos da dor, automaticamente doerá mais ainda, então porque não falar e fazer coisas boas? Assim evitamos pensar no pior, pois não deixamos esse pior nos dominar.

Tiago - Qual a mensagem de esperança em defesa da vida que podemos deixar aos ouvintes da RC 89,7?

Devemos ir em busca de ressignificar e reconstruir lembranças boas, sentimentos  bons, que tragam à tona momentos de nossas vida que de fato, fomos felizes, e a partir disso, ir em busca de reviver essas situações, refazer determinadas coisas que em outros tempos, nos davam prazer e alegria. É comum o fato de que, muitas vezes, por descuido ou por cairmos na rotina, deixamos de lado as coisas que nos faziam felizes, que nos faziam bem, por isso cabe ressignificar, dar um novo significado às situações, possibilitando o surgimento de sentimentos bons, de aprendizados a partir deles. Não podemos cair na típica desculpa da ¨falta de tempo¨, até porque, pra tudo dá-se um jeito, quando de fato, desejamos que aconteça. Cabe a cada um de nós buscar satisfação pessoal, para que os conflitos psíquicos não nos matem aos poucos, pois o que é uma gota hoje, pode fazer o copo transbordar amanhã, então, se cuidem, se amem, antes de qualquer coisa.

 

Tiago - E chegamos ao final de mais um Momento Livre, por hoje é isso, muito obrigado por estarem ligados na programação da Rádio Comunitária a Voz do Povo de Quilombo. No próximo sábado daremos continuidade ao tema da “valorização da vida” (falar é a melhor solução). Obrigado Rosevani, por sua presença aqui no Momento Livre e convido-a para suas considerações finais, deixando uma mensagem de esperança aos queridos ouvintes.

Rosevani - Bom, Tiago, para finalizar, cabe mencionar que nos dias de hoje, cada sujeito enfrenta seu conflito particular, relacionado às mais diversas formas de dificuldade que um sujeito possa enfrentar, seja no campo profissional, seja no campo social, amoroso, enfim, qualquer conflito pode trazer à tona, outros conflitos e, consequentemente, a ideia do suicídio. Porém, sejamos um tanto quanto esperançosos, devemos lembrar diariamente que depois da tempestade, sempre vem a calmaria, e pra ser bem sincera, se essa calmaria não chegar, que possamos ter coragem suficiente para ir em busca do nosso próprio lugar ao sol, ir em busca do nosso ponto de luz, afinal, sair da escuridão é um passo difícil, mas necessário, e ninguém além de nós mesmos, conseguirá dar esse primeiro passo. Sendo assim, eu não sei como está o processo de reconstrução de cada um, mas atrevo-me a dizer: o sujeito torna-se inabalável quando está seguro das quantas mil vezes pode se reconstruir, em uma só vida. E deixo aqui um lema de vida, da qual solicito a reflexão de cada um: Nada acontece por acaso, se estamos enfrentando dificuldades, é porque precisamos tirar alguma lição, é porque temos a força necessária dentro de nós mesmos, basta desejarmos cavar a fundo, para encontrar essa força e assim, dar vez e voz à ela, para que possamos renascer em vida, quantas vezes for necessária até que aprendamos que tudo é temporário, e toda dor, vai passar. Desta forma, eu finalizo minha participação junto à Rádio Comunitária A Voz do Povo, agradecendo novamente por toda confiança depositada em meu trabalho, agradeço também aos ouvintes pelo tempo de escuta, e coloco-me à disposição pelo fone caso desejem tirar dúvidas ou colocar outros posicionamentos (49) 999045072. Tenham um bom dia e lembrem-se, toda dor pode ser transformada em amor. 

 

Ligue 188

No Brasil, o CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (basta discar 188), e-mail e chat 24 horas todos os dias.

Transcrição: RC 87,9

Creditos: A Voz do Povo

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